Cientista Comprova Ineficácia do Método Global ou Construtivista

16/12/2019

Os estudos indicam que o método fônico é o mais eficiente e que cada criança pode aprender a ler e escrever em português em menos de um ano. Estas são algumas das principais conclusões apresentadas pelo neurocientista francês Stanislas Dehaene em um seminário na Secretaria de Estado de educação em Santa Catarina (SED) em 2012. O evento foi promovido em associação com SEDE e o Alfa e Beto (IAB), foi transmitido ao vivo às 36 autoridades educativas regionais do estado e acompanhado por mais de 2.000 diretores, supervisores e outros educadores da rede estadual.

Todas as crianças têm basicamente o mesmo cérebro que dita a mesma seqüência de aprendizagem.

“Embora muitos não gostem, não se aprende a ler de cem maneiras diferentes. Cada criança é única, mas quando se trata de alfabetização, todos basicamente têm o mesmo cérebro que dita a mesma seqüência de aprendizagem. Quanto mais respeitar sua lógica, mais rápida e eficaz será a alfabetização “, disse o neurocientista.

Dehaene diz que é essencial ensinar explicitamente as crianças a relação entre fonemas (sons) e grafemas (letras), porque é assim que ativam os circuitos decisivos para ler, ganhar velocidade e autonomia para ler novas palavras, muito mais rápido. “As Crianças fazem muitos exercícios na escola para observar a forma global das palavras, mas as imagens cerebrais mostram que não ativa os circuitos que contam para a leitura”, acrescentou.

Dehaene certificou-se de que a ineficácia da abordagem do método global ou construtivista é provado não apenas no laboratório, mas em centenas de experimentos realizados em muitos países e que o conhecimento científico está reorientando as políticas públicas dos diferentes governos. 

Dehaene admite que o construtivismo e o método global nasceram da generosa ideia de evitar o dogma acrítico de ter crianças repetindo sílabas sem sentido, da preocupação de fazê-los prestar atenção ao significado.

“O problema é que o cérebro tem de decodificá-lo para ler, você pode apenas prestar atenção ao significado apenas quando a leitura aumenta a uma certa velocidade e conseguimos isso muito mais rápido com o método fônico.”

Dehaene nos diz que, na França, a evidência de que, em comparação com as crianças do mesmo nível socioeconômico, ao final, a escola mostrou que os estudantes que se lhes ensinava com o método global não só lessem mais lentamente, mas que tinham mais dificuldades para compreender os textos do que os que tinham aprendido com o método gráfico-fonológico. 

Segundo o cientista, com a metodologia correta, no português, uma criança leva alguns meses, no máximo um ano, em aprender a ler e escrever. No Brasil, como na maioria dos países, a alfabetização começa na idade de seis anos, mas apesar da evidência científica, O Ministério da educação admite se estender para oito, de acordo com a ordem publicada na época.

O cientista aproveitou a oportunidade para enfatizar as implicações destas descobertas para a prática em sala de aula. “A escola deve estar organizada para aprender. Um ambiente atraente facilita o processo de leitura. O professor deve ter em conta o nível de progresso em que se encontra a criança, e a avaliação contínua dos professores e a autoavaliação dos alunos são essenciais para este processo”, diz Dehaene.

 

Além do método fônico, destacou a importância do ensino estruturado, que se realiza em uma seqüência que respeita a lógica de como o cérebro aprende, desde o mais simples ao mais complexo, através do ensino de uma letra de cada vez, a partir da mais regular na sua relação com os sons, mais fácil de pronunciar separadamente. Também enfatiza a importância dos erros e as recompensas, o reconhecimento do progresso. “Os erros são mais úteis para o aprendizado que para os acertos, mas apenas se a criança recebe logo após o feedback de correção. Não deve ser punido, mas deve ser corrigido e reconhecido, elogiado por seu progresso.”

 

Os numerosos e diversos exercícios de progresso do aluno são outros elementos de sucesso recomendado por Dehaene. “Se não diversificamos, as crianças memorizam os exercícios sem aprender a decodificação que lhes permite ler qualquer palavra. “Os programas Alfa e Beto foram citados pelo pesquisador como bons exemplos de educação estruturada na alfabetização baseada na fônica.”

Abordagem construtivista ou de métodos globais ativam o lado errado do cérebro

Em um estudo mais recente de 2015, um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA), dirigido pelo professor Bruce McCandliss, foi descoberto que os leitores iniciantes que se centram nas relações entre letras e sons, ou seja, no foco da fônica, aumenta a atividade na área do cérebro que está melhor preparado para ler, o hemisfério esquerdo, enquanto aqueles que focam num todo em uma abordagem global, ativam mais o lado direito que processa as palavras como imagens.

Eles se deram conta de que aqueles que aprenderam com o foco da fônica podiam ler novas palavras mais facilmente porque aprenderam o mecanismo de funcionamento do sistema alfabético, enquanto que o grupo que aprendeu na abordagem global, não conseguiram progredir por novas palavras porque identificavam a palavra como uma figura, e isto não lhes permitiu reconhecer novas palavras.

Já era possível observar isso através de estudos de comportamento e nos teste de avaliação de desempenho, mas o que não se sabia era o efeito no cérebro, que foi pioneiro nesse estudo. Isso nos dá mais uma prova da vantagem da abordagem fônica sobre a abordagem global ou construtivista.

Além do foco da fônica que permite que a maioria das crianças de aprender melhor e mais rápido, também lhes permite desenvolver a autonomia de leitura e escrita através da ativação do hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pelo processamento da linguagem e, portanto, é o mais ideal de usar.

Se a criança aprende pela abordagem fônica, pode aprender o mecanismo básico de decodificação da palavra, e assim ler palavras novas que não lhe foram ensinadas. A criança continua a ler palavras em outros contextos, porque aprendeu como funciona a leitura, descobriu o princípio alfabético. A abordagem global não permite esta autonomia: uma vez que existem muitas mais palavras para memorizar do que fonemas, e dado que a criança é ensinada a tratar as palavras como figuras, o desenvolvimento de leitura e escrita é limitado e traumático.


Fonte: http://webimprensa.sc.gov.br/paginas/index.asp?codigon=78874

“Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA) comprova a ….” 4 set.. 2017, https://metodofonico.com.br/novo-estudo-da-universidade-de-stanford-eua-comprova-a-eficacia-do-metodo-fonico-na-alfabetizacao-de-criancas/. Acessado em 17 dez.. 2019.

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Odair Machado

Oi, tudo bem? Sou Odair  Machado, fundador do blog Método Fônico e um pai preocupado com a educação dos meus filhos.

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Não acredita nas metodologia adotadas na escolas brasileiras para a alfabetização de crianças; 

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E se você acredita que a criança pode ser melhor alfabetizada com o uso do Método Fônico 

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