5 Motivos Para Você Ensinar Seus Filhos a Ler em Casa

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Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA) comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças.

04/09/2017

 

Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA)  comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças.

Novo estudo da Universidade de Stanford (EUA), uma Universidade de renome internacional,  comprova a eficácia do método fônico na alfabetização de crianças e como diferentes métodos de ensino afetam o desenvolvimento da leitura.

 

O professor Bruce McCandliss[1], descobriu que os aprendizes de leitores que se concentram na relação grafema/fonema (letra/som), ou método fônico, aumentam a atividade cerebral na área destinada à leitura, o lado esquerdo do cérebro, que engloba as regiões visuais e de linguagem (Visual Word Form Area VWFA). Por outro lado, palavras aprendidas através de associação da palavra inteira, método global, mostraram atividade de processamento no hemisfério direito.  Em estudos anteriores Dehane já afirmava que os métodos globais usam o lado errado do cérebro.

 

Os aprendizes  que se concentraram na relação grafofonológica, em vez de tentar aprender palavras inteiras, aumentaram a atividade neural na área de seus cérebros com melhor afinidade para leitura, de acordo com a nova pesquisa de Stanford que investigou como o cérebro reage a diferentes tipos de instrução de leitura .

 

Segundo a pesquisa, leitores que aprendem as relações entre letra e som por meio do método fônico de alfabetização têm melhor avanço na leitura do que quando tentam aprender a identificar palavras inteiras por meio de métodos globais.

 

Em outras palavras, para melhor desenvolver habilidades de leitura, ensinar os alunos a falar os fonemas que compõem a palavra GATO – exemplo: /g/ /a/ /t/ /o/ – ativam mais circuitos célebres ideais do que instruí-los a memorizar a palavra “gato”.

No mesmo estudo descobriu-se que essas diferenças induzidas pelo ensino aparecem mesmo em encontros futuros com a palavra.

 

O estudo de co-autoria do professor de Stanford, Bruce McCandliss, da Escola de Pós-Graduação em Educação e do Instituto de Neurociências de Stanford, fornece evidências de que uma estratégia de ensino específica para leitura tem impacto direto na atividade neural. A aplicação do método fônico na aquisição da leitura  poderia eventualmente levar a intervenções melhor planejadas para ajudar os alunos que estão encontrando dificuldades para aprender a ler.

 

 

“Esta pesquisa é emocionante porque eleva a neurociência cognitiva e a conecta a questões que têm um profundo significado na história da pesquisa educacional”, disse McCandliss, que escreveu o estudo com Yuliya Yoncheva, pesquisadora da Universidade de Nova York, e Jessica Wise, graduada estudante da Universidade do Texas em Austin.

Para saber mais sobre métodos de alfabetização leia este artigo: Métodos de Alfabetização

Estratégias de ensino

 

 

As teorias sobre o desenvolvimento da leitura apontam há muito tempo a importância do método fônico, a aplicação  de uma base fonética, com instruções grafofonológica para ensinar uma criança a ler, especialmente para alunos adiantados e leitores que lutam para aprender, porém investigar a maneira como os mecanismos cerebrais são influenciados pelas escolhas que um professor faz é um empreendimento bastante recente de acordo com McCandliss.

 

À medida que o campo da neurociência educacional cresce, no entanto, tanto os pesquisadores do cérebro como os pesquisadores educacionais podem melhorar a compreensão de como as estratégias de instrução podem ser melhor aproveitadas para apoiar as mudanças cerebrais subjacentes ao desenvolvimento da aprendizagem, acrescentou ele.

 

No estudo, divulgado na revista Brain and Language, os pesquisadores desenvolveram um novo código de linguagem escrita e ensinaram este novo código confrontando o ensino por meio do método fônico, a relação símbolo e som, com  um método de associação de palavras inteiras – método global.

 

Depois de aprender uma lista de palavras em ambas as abordagens, as palavras recém-aprendidas foram apresentadas em um teste de leitura enquanto as ondas cerebrais eram monitoradas. A equipe de McCandliss usou uma técnica de mapeamento cerebral que lhes permitiu capturar respostas cerebrais às novas palavras aprendidas que são literalmente mais rápidas do que um piscar de olhos.

 

No monitoramento das atividades cerebrais as respostas cerebrais foram muito mais rápidas às novas palavras aprendidas pela influência do método de leitura  pela qual foram ensinadas.

 

 

As palavras aprendidas através da instrução do método fônico – relação letra/som  – provocaram atividade neural em direção ao lado esquerdo do cérebro, que abrange regiões visuais e de linguagem. Em contraste, as palavras aprendidas através da associação de palavras inteiras mostraram maior atividade neural em direção ao processamento do hemisfério direito.

 

 

McCandliss observou que este forte envolvimento do hemisfério esquerdo durante o reconhecimento precoce das palavras é uma marca registrada de leitores hábeis, e é deficiente em crianças e adultos com dificuldades de leitura.

 

Os participantes da pesquisa foram capazes de ler novas palavras que nunca tinham visto antes, desde que seguissem os mesmos padrões de letra e som em que foram ensinados. Em uma fração de segundo, o processo de decifração de uma nova palavra desencadeou os processos do hemisfério esquerdo.

 

Para McCandliss esse é o circuito do cérebro que se espera ativar nos leitores iniciantes.

 

Quanto aos outros participantes da pesquisa que foram expostos ao método global – associação de palavras inteiras – o estudo descobriu  que eles aprenderam o suficiente para reconhecer essas palavras particulares no teste de leitura, mas os circuitos cerebrais subjacentes diferiram, provocando respostas eletrofisiológicas que eram tendenciosas em direção aos processos do hemisfério direito.

 

“Essas abordagens de ensino contrastantes provavelmente terão um impacto tão diferente nas respostas iniciais do cérebro, porque eles encorajam o aluno a concentrar sua atenção de maneiras diferentes”, disse McCandliss. “É como mudar as engrenagens da mente – quando você concentra sua atenção em informações diferentes associadas a uma palavra, você amplifica diferentes circuitos cerebrais”.

 

McCandliss afirma que, enquanto muitos professores agora estão usando o método fônico  para ensinar a leitura, alguns podem estar fazendo isso de forma mais eficaz do que outros.

 

“Se as crianças estão encontrando dificuldades para aprender a ler, mesmo que estejam recebendo instrução fonética, talvez seja por causa da maneira como eles estão sendo convidados a concentrar sua atenção nos sons dentro de palavras faladas e links entre esses sons e as letras dentro de palavras visuais”.

 

Assim podemos direcionar a atenção para um tamanho de segmentação maior ou menor, e poder impactar positivamente sobre quão bem você aprende, disse ele.

 

Como aconteceu o monitoramento das ondas cerebrais?

 

O estudo envolveu 16 participantes adultos alfabetizados, no entanto, de acordo com McCandliss, ganhou seu poder estatístico ao ensinar todos os participantes de duas maneiras diferentes, bem como o que um aluno típico pode experimentar ao aprender de diferentes professores ou tentar dominar palavras irregulares que não confronta o mapeamento de letra a som, como “tchau” (no texto original o autor usou a palavra  “yacht” por não haver aqui uma correspondência direta entre letra e som).

 

O novo idioma escrito baseava-se em recursos de linhas que formavam símbolos que representavam diferentes letras de um novo alfabeto. Os símbolos foram unidos para representar uma palavra visual distinta.

 

Na pesquisa cada participante foi treinado para ler dois conjuntos de palavras de três letras em condições idênticas que proporcionaram a prática de ouvir palavras e palavras faladas correspondentes. A única diferença entre as duas condições de treinamento foi um conjunto de instruções no início que incentivaram os leitores a ler as palavras de duas maneiras.

 

Uma instrução pedia aos alunos que abordassem a tarefa de aprender cada palavra, escolhendo cada um dos símbolos de três letras e combinando cada um com o som correspondente na palavra falada – focando na relação letra/som –  método fônico – O outro focava em instruções globais de palavra inteira - método global -  em ensinar a associação entre palavras impressas e faladas inteiras.

 

Após a conclusão do treinamento, os participantes foram conectados a um eletroencefalograma, ou EEG, para monitorar  as ondas cerebrais enquanto faziam um teste de leitura em figuras de palavras que já haviam aprendido. Seguindo o estilo de treinamento de letra e som, os participantes também foram testados em sua capacidade de ler novas palavras compostas pelas mesmas letras.

 

“Quando olhamos superficialmente, descobrimos que os participantes poderiam aprender a ler sob ambas formas de instrução, mas, a ativação do cérebro mostrou que a aprendizagem aconteceu de maneira muito diferente”, disse McCandliss.

 

Ele Afirma  que os resultados sublinham a ideia de que a forma como um aluno concentra sua atenção durante a aprendizagem da leitura tem um profundo impacto sobre o que é aprendido. Ele também destaca a importância de professores especializados em ajudar as crianças a concentrarem sua atenção precisamente na informação mais útil.

 

A intervenção precoce e a instrução básica implicariam contra-intuitivamente essa informação auditiva, “pensando mais sobre os sons de diferentes palavras em vez de se concentrar em reconhecer as palavras”, diz McNorgan[2].

 

 

 

Vários outros estudos já comprovaram a eficácia do método fônico em relação a outros métodos, especialmente com alunos que apresentam dificuldades de leitura.

 

Stanislas Dehaene[3], já afirmava que as crianças que aprendem a ler processando primeiro o lado esquerdo do cérebro, ativando as regiões visuais e de linguagem, estabelecem relações imediatas entre letras e seus sons, leem com mais facilidade e entendem mais rapidamente o significado do que estão lendo. Para ele o método global usa o lado errado do cérebro. Quando usam estas metodologias para a alfabetização que seguem a abordagem do método global, no qual a criança primeiro aprende o significado da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado.

Como já afirmado acima a criança aprenderá a ler, porém, a decodificação dos símbolos terá de chegar ao lado esquerdo para que a leitura seja concluída. É um processo que segue na via contrária ao funcionamento do cérebro. Num certo sentido, pode-se dizer que esse método ensina o lado errado primeiro, disse Stanislas Dehaene.

 

Apesar de todos estes avanços científicos, ainda prevalecem idéias equivocadas sobre alfabetização, Morais afirma que ainda há uma distância muito grande entre o mundo científico e o mundo da educação.

 

Para Morais não basta ensinar a relação entre letra e som, antes do primeiro ano deve haver uma preparação para alfabetização, e que ainda na pré-escola estratégias e jogos de consciência fonológica são importantes para que a criança entenda que a escrita representa a fala, e que a representa de uma certa maneira. Podendo fazer tudo isso antes dos 5 ou 6 anos ou até muito antes por meio da leitura partilhada, estabelecendo assim uma relação mais afetiva entre pais e filhos em torno da palavra escrita.

 

Para concluir, está evidenciado que à medida que aprendemos a ler por meio do método fônico, o cérebro começa a usar mais informações de cima para baixo sobre os sons das combinações de letras para reconhecê-los como partes de palavras, pensando mais sobre os sons de diferentes palavras em vez de se concentrar em reconhecer as palavras.

 

Quer aprender um pouco mais sobre o assunto e descobrir como pais estão ensinado seus filhos a ler em casa e, também, saber como professores estão revolucionando a alfabetização em sala de aula?

 

 

 

 

[1] “Stanford brain wave study shows how different teaching methods ….” 28 mai. 2015, http://news.stanford.edu/2015/05/28/reading-brain-phonics-052815/. Acessado em 4 set. 2017.

[2] “Concentrating on word sounds helps reading instruction and ….” 26 jan. 2015, http://www.buffalo.edu/news/releases/2015/01/028.html. Acessado em 4 set. 2017.

[3] “Stanislas Dehaene : “A neurociência deve ir para a sala de aula ….” 14 ago. 2012, http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/08/stanislas-dehaene-neurociencia-deve-ir-para-sala-de-aula.html. Acessado em 31 ago. 2017.

Postado por Odair

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Odair Machado

Oi, tudo bem? Sou Odair  Machado, fundador do blog Método Fônico e um pai preocupado com a educação dos meus filhos.

Se você: 

Não acredita nas metodologia adotadas na escolas brasileiras para a alfabetização de crianças; 

Se você acredita que pode fazer a diferença na vida do teu filho ou aluno; 

E se você acredita que a criança pode ser melhor alfabetizada com o uso do Método Fônico 

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