5 Motivos Para Você Ensinar Seus Filhos a Ler em Casa

Os  melhores métodos e dicas  para VOCÊ prover

uma alfabetização eficaz aos seus filhos  
até mesmo sem ser PROFESSOR!

Se você não tem muita clareza por onde começar o Método Fônico, as dicas e vantagens descritas neste E-BOOK poderão te ajudar de várias formas.

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Alfabetização: Meu filho já Sabe o nome das letras e Agora? Parte 2

17/12/2016

Em que aprender os nomes das letras primeiro irá contribuir na aprendizagem da leitura por meio do método fônico?

De que forma isso poderia contribuir para o aprendizado da leitura?

Tem algum erro nisso?

O erro não está essencialmente em ensinar o alfabeto às crianças, como já disse antes, na parte 1 deste artigo Meu filho já sabe o alfabeto e agora, é quase impossível impedir que elas aprendam, também não é certo impedi-las.

Para entender melhor o contexto deste post veja primeiramente a postagem abaixo:

Meu filho já sabe o alfabeto e agora- Parte 1

O erro encontra-se em privar as crianças de conhecer o princípio alfabético, de que os grafemas, as letras, representam sons, que se reportam aos fones. O erro está em omitir a relação letra/som.

Privar as crianças  das técnicas, do aprendizado da leitura, pois, ensinar a ler é uma técnica, não é algo sobrenatural que a criança vai descobrir por si só, ela precisa ser guiada neste processo.

“Os modelos ideológicos esperam que as crianças aprendam a ler lendo e esquecem que ler é uma técnica (Morais, 2014).”

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Privar a criança de ser alfabetizada por meio de evidências científicas, negligenciar estas evidências no aprendizado da leitura é privá-la do direito a ter uma educação de qualidade, é privá-la de seu futuro.  Aqui está o erro!

O objetivo principal dos métodos fônicos, é formar um leitor hábil e para isso devemos focar nas Atividades de consciência fonológica ainda na primeira infância.

Estudos demonstram que ensinar o sons das letras é muito mais importante que ensinar os nomes, podendo aprender ao mesmo tempo esta relação ou paralelamente  fonemas  e letras.

Neste caso ainda não há um consenso se é melhor ensinar o nome das letras junto com os fonemas ou ensinar os fonemas primeiro.

Porém, conhecer apenas o nome da letra  lhe trará pouco ou nenhum indício sobre como decodificar  palavras.

O treino sobre as unidades oral devem, assim, precede a introdução das unidades do código alfabético. A ponte para os símbolos gráficos deve ser efetuada quando as crianças identificarem as sílabas e fonemas na oralidade, ou seja, os vários tipos de consciência fonológica devem ser estimulados  antes e durante o processo de iniciação da criança ao uso do código alfabético (Alves, Freitas, & Costa, 2007);

Vejamos se consigo ser mais específicos.

Quando escrevi que “também já cometi este erro“, meu objetivo era trazer um pouco de  luz ao assunto, estimular o debate, incentivar o pensamento sobre o assunto.

Afinal, não é nada tão grave assim, porém, não é o ideal.

O erro não está em ensinar o alfabeto primeiro, o maior erro está em privar nossas crianças de serem alfabetizadas por um método que conta com uma vasta bibliografia internacional, que diz o que funciona e o que não funciona na alfabetização.

Ainda não há um consenso se devemos ensinar o alfabeto primeiro, os fonemas primeiro ou os dois juntos.

Esta é  maneira como aplico  o método fônico  aqui em casa e, insisto nisso, que as crianças conheçam primeiro o sons das letras, ou seja, os fonemas.

Para que isso não se tornasse algo tão abstrato para meus filhos e não fique apenas no canal auditivo, muitas vezes uso formas geométricas para representar visualmente os fonemas em vez  de letras. (no caso do Miguel já passamos para relação letra/som, as vezes recorremos a formas geométricas para abstrair esta relação). Tudo isso é para evitar que eles memorizem a forma global da palavra e que  se concentrem no que é mais importante nesta fase da aprendizagem, o som das letras.
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Reforçando:

Tudo isso para evitar que eles memorizem a forma global da palavra e se concentrem no que é mais importante, o som das letras.

Se estamos preparando uma crianças muito nova para a leitura ( de 2 a 4 anos de idade), em primeiro lugar devemos ensinar os sons das letras.

Crianças muito pequenas não precisam saber o nome das letras até que estejam prontas para escrevê-las.

Como eu já disse no vídeo se elas já sabem o nome das letras, que bom!

Neste caso o que fiz foi mostrar para meu filho que há uma diferença entre o nome da letra e seu som, você pode ver neste link como eu fiz.

Uma outra sugestão para distinguir e ajudar a criança a entender a diferença é explicar  para ela que os animais têm nomes, porém, fazem sons diferentes.

Exemplo 1

Assim como as letras os animais têm nome e som, esta é uma vaca e a vaca faz muuuu!

Então, se  você perguntar – qual é o som dessa letra e  a criança disser o nome da letra em vez de seu som, minha sugestão é:

Muito bem esta letra se chama ve, mas que som ela faz?

Isso! Ela faz vvvv.

Exemplo 2

Você também pode ler livros infantis e onde tiver o nome de algum animal, em vez de ler seu nome, imite o animal.

Exemplo:

O AU correu atrás do Miau.

Tem um livro que eu gosto muito de fazer esta brincadeira, onde troco o nome dos animais por uma onomatopeia, ou por um movimento. E de quebra ainda aproveito para trabalhar sua memória, pois, o livro é um lengalenga, aquelas histórias que vão se acumulando.

O que é lengalenga?

Lengalenga é uma música, uma rima ou um texto curto, na qual se repetem determinadas palavras ou expressões que permitem que a mesma seja decore com facilidade. Geralmente estão associadas a brincadeiras e jogos infantis e são transmitidas de geração em geração, havendo algumas que são faladas e  cantadas à centenas de anos, (LENGALENGAS… [201-]).

Ei! Ei! Ei! Vandereli


 

Portanto, não é só isso!

Consciência Fonológica

Na hora que o aprendiz de leitor se depara com uma palavra requer pelo menos 3  habilidades

  1. A capacidade de reconhecer e conhecer a letra;
  2. O conhecimento dos sons das letras representadas no texto;
  3. A capacidade de conectar esses fonemas e formar uma palavra completa.

Temos aqui 2 princípios básicos: a fonética e consciência fonêmica que os levarão a descoberta do princípio alfabético, ou seja, que os grafemas representam fonemas.

Conhecer o nome das letras “ve” “a” “ce” “a” terá pouco ou nenhum efeito para reconhecer a palavra ‘VACA”

O que é mais importante?

(1) partir do som para chegar ao grafema? ou

(2) partir do grafema para chegar ao som?

Por ser a oralidade o modo que é mais familiar à criança, devemos ter a oralidade como ponto de partida e a escrita como ponto de chegada (Alves, Freitas, & Costa, 2007.)

Um método fônico eficaz não se resume apenas em memorizar fonemas ou a relação letra/som, isto é uma parte do todo, é parte da consciência fonológica, neste deve estar contido habilidades metafonológicas, tarefas específicas e organizadas, das quais é possível observar diferentes níveis de Consciência Fonológica adquiridos pela criança, são elas:

Noção de frases e palavras

Noção de rima

  • Noção de que existem palavras terminadas com um pedacinho igual

Aliteração

  • Palavras que começam com o mesmo som (fonema) ou com a mesma sílaba.

Consciência Silábica

Consciência Fonêmica

  • Este deve ser explicitado, pois a criança apresenta pouco ou nenhuma noção sobre este constituinte da fala ao ingressarem na escola, vários autores concordam que a consciência fonêmica  e a aprendizagem da leitura e da escrita são hoje aspectos  mutuamente dependentes (Adams et al., 2006; Veloso, 2003; Morais 2004, entre outros).
  • Fonemas iniciais
  • Fonemas finais
  • Análise e síntese de fonemas

Os métodos fônicos são denominados métodos sintéticos, por usar uma metodologia de baixo para cima, ou seja, do mais simples par ao mais complexo

Método Global

Um erro realmente grave é ficar apresentando palavras inteiras  para as crianças, ou flashcards com uma figura e  seu nome abaixo ou no verso (método global), a criança estará memorizando e não decodificando e isso não leva a criança a descobrir o princípio alfabético.

Se pudesse eu gritaria:

Parem de ensinar palavras inteiras para as crianças!

Parem com o método global!

Memorizar símbolos  ideográficos deve funcionar bem para o chinês, onde ideogramas são símbolos gráficos que remetem a significados e não a fonemas, não tem como decodificar ideogramas, você precisa memorizá-los.

Já as letras do alfabeto representam fonemas.

O português é uma língua alfabética e o ensino deve seguir sempre uma abordagem da parte para o todo, de baixo para cima, onde as crianças aprendem e descobrem os fonemas primeiro e depois aprendem a combinar a partes para derivar o todo.

Para aprender a ler em uma escrita alfabética, como a nossa, é preciso aprender as correspondências entre grafemas e fonemas.

Resumindo, no Brasil tentam alfabetizar crianças como se estivessem ensinando o chinês.

E o que você pode fazer?

Pode fazer com que seu filho memorize formas e configurações de várias listas de palavras e figuras,

ou,

Ensinar o segredo da técnica que há por traz da leitura por meio da decodificação e da consciência fonêmica, fazendo dele um leitor autônomo que decodifica qualquer palavra nova, sem precisar ficar decorando uma lista enorme de palavras.

Concluindo

Sendo Assim, podemos concluir que é possível ensinar o alfabeto para as crianças, mas, isto pode acontecer em um  processo paralelo ao aprendizado dos fonemas.

Talvez a criança possa se confundir e, então, é a hora de mostrar para ela a diferença entre o nome e os fonemas de cada letra.

Aconteceu aqui em casa ao perguntar para o Rafael qual era o nome da letra ele me dizia o som, ou quando perguntava o som da letra ele dizia o nome da mesma.

O melhor a se fazer é ensinar o nome e som das letras paralelamente, em momentos distintos para que não ocorra equívocos entre uma coisa e outra.

Dependendo da maturidade da criança é possível apresentar diretamente a relação entre o grafema e o fonema, no caso dela já conhecer o alfabeto.

Meu filho, aos 3 anos e 8 meses não teve muita dificuldade em entender esta diferença entre o nome da letra e o som que ela representa.

No momento em que escrevia este artigo, o Miguel, com 5 anos já não confundia o nome das letras com seu fones, já o Rafael, com 4 anos ainda fazia este tipo de troca.

Eu ensinei o alfabeto para meus filhos e, como descrevi acima, não existe um consenso se deve ensinar o som das letras ou seu nome primeiro.

Se formos observar a criança o que ela aprende primeiro? A oralidade da fala ao ouvir os falantes a sua volta ou os símbolos ortográficos que representam os fones?

Vou deixar que você tire suas próprias conclusões.

Um Abraço!

Referências

ADAMS, Marilyn Jager. ABC Foundations for Young Children: A Classroom Curriculum. [s.i]: Brookes Publishing, 2012. 360 p.

Alves, D., Freitas, M. J., & Costa, T. (2007). PNEP - O conhecimento da Língua: Desenvolver a consciência fonológica. Lisboa: Ministério da Educação

LENGALENGAS e Rimas do Arco-da-Velha: Compêndio de lengalengas, rimas e cantilenas portuguesas do século XVI ao século XX.. [201-]. Compilado pela equipe do Luso-Livros. Disponível em: <https://www.luso-livros.net/Livro/lengalengas-e-rimas-do-arco-da-velha/>. Acesso em: 27 nov. 2016.

MORAIS, J. Alfabetizar para a democracia. Porto Alegre: Penso, 2014. 184 p.

 

Postado por Odair

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Odair Machado

Oi, tudo bem? Sou Odair  Machado, fundador do blog Método Fônico e um pai preocupado com a educação dos meus filhos.

Se você: 

Não acredita nas metodologia adotadas na escolas brasileiras para a alfabetização de crianças; 

Se você acredita que pode fazer a diferença na vida do teu filho ou aluno; 

E se você acredita que a criança pode ser melhor alfabetizada com o uso do Método Fônico 

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